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SERGIPE TEM MUITA HISTÓRIA A CONTAR
As cidades de São Cristóvão - quarta cidade mais antiga do Brasil - e
Laranjeiras, com seus monumentos que remontam à colonização
portuguesa, são tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional graças ao
seu rico e belo acervo arquitetônico, cultural e religioso.
São Cristóvão, fundada por Cristóvão de Barros em 1º de janeiro de
1590, foi a primeira capital de Sergipe. Além de preservar um conjunto
arquitetônico de grande beleza, datado dos séculos XVII e XVIII,
guarda um fantástico patrimônio de arte sacra, considerado a terceira
mais importante coleção do Brasil em número e qualidade de peças
expostas no Museu de Arte Sacra.
Laranjeiras, o "Berço da Cultura Negra de Sergipe", é um museu a céu
aberto do período da escravidão. A cidade formou a sua economia na
cana-de-açúcar e no comércio de escravos, cuja presença deixou traços
marcantes na cultura, preservados no Museu Afro-Brasileiro, e na
religiosidade. Laranjeiras reúne, até hoje, o maior número de
manifestações folclóricas do Estado, muitas das quais já extintas em
outras regiões do país.
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SÃO CRISTÓVÃO – PATRIMÔNIO HISTÓRICO NACIONAL
Em Sergipe, a 23 km da capital, está a quarta
cidade mais antiga do Brasil: São Cristóvão, primeira capital de
Sergipe, posto que perdeu em 1855, quando o então Presidente da
Província, Inácio Joaquim Barbosa, transfere a capital para Aracaju. A
cidade foi fundada por Cristóvão de Barros, em 1º de janeiro de 1590 -
época em que Portugal estava sob domínio do Rei Felipe II da Espanha e
1o de Portugal -, recebendo seu nome em homenagem a Cristóvão de
Moura, representante do rei da Espanha em Portugal.
Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1939, São Cristóvão
desenvolveu-se segundo o modelo urbano português em dois planos:
cidade alta com sede do poder civil e religioso, e cidade baixa com o
porto, fábricas e população de baixa renda. O casario guarda nas
fachadas a divisão social do Brasil Colônia, representando cada grupo
de poder. Os tribeiras, os beiras e os eiras indicavam aos passantes
quem ali morava. Se era rico ou pobre, poderoso ou não.
O primeiro arraial foi fundado na confluência dos rios Sergipe e Poxim,
local onde hoje se encontra Aracaju. A cidade sofreu sucessivas
mudanças, até firmar-se, em 1607, à margem do Paramopama, afluente do
rio Vaza-Barris, sua atual localização. Em 1637 foi invadida pelos
holandeses, ficando praticamente destruída. As tropas luso-brasileiras
sob comando do Conde Bagnuolo, tentando evitar a sobrevivência dos
inimigos, incendiaram as lavouras, dispersaram o gado e conclamaram a
população a desertar. Os holandeses, que encontraram a cidade
semideserta, completaram a obra da destruição. Após a invasão
holandesa, em 1645, a cidade foi reconstruída. Data daquela época a
maioria dos monumentos que formam o fantástico patrimônio histórico da
cidade.
A maioria dos monumentos históricos da cidade está concentrada nas
três praças principais, todas localizadas no centro histórico.
Na Praça de São Francisco destacam-se o conjunto arquitetônico da
Igreja e do Convento São Francisco, datada de 1693, onde funciona o
Museu de Arte Sacra, o terceiro mais importante do Brasil em número e
qualidade de peças expostas; a Santa Casa da Misericórdia, belo
conjunto barroco construído no século XVII e o Museu Histórico,
instalado no antigo Palácio Provincial, do século XIX, que serviu de
residência para o Imperador Pedro II quando da visita à cidade, em
1860.
Na Praça da Matriz mais preciosidades: a Igreja Matriz de Nossa
Senhora da Vitória - o mais antigo monumento tombado pelo Patrimônio
Histórico Nacional em Sergipe -, construída em 1608. É nessa praça que
estão os principais órgãos da Prefeitura Municipal, sediados em
construções históricas. Vale conhecer o Centro de Restauração,
instalado no sobrado do balcão corrido.
Entre as construções que, também, merecem uma visita, estão a igreja
de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e o Conjunto do Carmo,
compreendendo a igreja, o convento e a Ordem Terceira. O antigo
claustro do convento foi transformado em santuário onde estão expostos
os ex-votos, provenientes de graças alcançadas. Ali, vive-se o
simbolismo da cultura nordestina e a força da fé.
Na entrada da cidade, a 2 km do centro histórico, o Cristo Redentor,
erguido em 1924 sobre as bases da antiga capela de São Gonçalo,
construída no século XVI. De autoria do arquiteto italiano Belando
Beladini, o monumento em concreto armado tem 16 m de altura (6 m de
corpo e 10 m de base).
INFORMAÇÕES ÚTEIS
Artesanato:
CENTRO DE ARTESANATO
Rua Félix Pereira, s/n - Centro
Onde ficar:
A cidade não possui hotéis.
Hospedagem na capital:
Consulte o Guia de Hospedagem.
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Como chegar:
BR 101, sentido Sul ou Rodovia SE 04 (Rodovia João Bebe Água)*
* O nome da rodovia é uma referência a João Nepomuceno, que,
inconformado com a transferência da capital para Aracaju, planejava
devolver a São Cristóvão o status. Até a morte, ele guardou os fogos
de artifício com os quais comemoraria a vitória. Recebeu o curioso
apelido “João Bebe Água” porque bebia “um barril por dia”.
Obs.: Agências de Viagens em Aracaju especializadas em turismo
receptivo, oferecem passeios turísticos para São Cristóvão e outros
pontos turísticos do Estado.
Consulte a lista das agências
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